2008-06-17

Paper ID: 148
Title: PLATAFORMA DE SUBJETIVIDADES_ paradoxalmenteeu

Keywords: plataforma de subjetividades, sujeito, interação digital

Abstract:

TOMO 1:
Antecedentes = Conteúdo

... andando pelas ruas
Vagando com meus pensamentos
No entrecorte de sombras do dia
Erupções imaginativas
Lampejos inversos de mim...

Diante de platéia ilusória me questiono:
- Do que se trata o que digo?
- Sobre o que quero falar?
Antecipo, falo do meu conteúdo na temida primeira pessoa... Exponho-me, não tenho medo do erro... Não julgo certo simplesmente julgar acertos.

... somos corpos expostos nus ao sol e à poeira...
Comportamentos
Compartimentos. Quartos escuros sem janelas...

Minha voz não consegue falar... E eu... O que sou? ... O que penso?
Respondo: Na tarefa da verdade absoluta das coisas há um paradigma dito... Ditado... Aonde se escondem os obscuros ditadores? ... Tão onipresentes e ao mesmo tempo tão covardes...

... assim sou... Inerte, fechado, escuro
E ao mesmo tempo janela
Sou o paradoxo de mim em mim mesmo
Sou paradoxalmente eu...

TOMO 2:
Objetivos = Fragmentos

Derivando perdido pelas ruas
Como um ébrio no dilúvio do seu copo
Sínteses abstratas indiciam o que sou

... uma imagem
Um verso
Um som
Um lugar
As pessoas
Pontos dentro de um pensar quase sempre branco...

A música sinestésica do Pink Floyd; o cenário social das construções sonoras de Chico Buarque; a poesia de Neruda; a imagem da obra de Niemeyer; a crítica existencialista de Sartre; os platôs de Deleuze e Guattari... a sombra do edifício no mormaço do asfalto ... a beleza feminina enquadrada na degradação humana ... paradoxos de uma verdade pronta e mal resolvida.

Tudo isso emana do meu conteúdo, ao mesmo tempo em que a vida me atravessa o corpo em fragmentos...
- Mas como plasmar o pensamento e tudo o que me significa? Materializar o que é a princípio imaterial? Como comunicar a forma e o modo do que se passa comigo? Como falar do que observo, do que assimilo, do que compreendo dos outros? Será que posso tomar autoria do que é muito mais doutros do que meu?

... é como se cavássemos para dentro de nós mesmos
E jogássemos nosso conteúdo no mundo
Assim sempre existiu um vazio nunca preenchido
Essa angústia de sempre estamos incompletos...

TOMO 3:
Metodologia = Devaneios

Mesmo assim, preciso me colocar livremente. O outro em mim deve ter liberdade. Existe uma instância em que não exerço o condicionamento da enunciação?


... recrio minhas imagens e interpretações em devaneios
Saio ao mundo em compreensão diminuta
Afetando-me pelas circunstâncias do outro,
Faço registros rápidos, não há tempo para ter tempo...

Coloco-me,
Coloco a possibilidade, e imediatamente me retiro,
Abro lugar a outras interpretações e interações
Concluo que não me pertence o que penso,
Nunca me pertenceu... Isso é liberdade!

TOMO 4:
Conclusões = Impressões

Neste último tomo se estabelece numa PLATAFORMA DE SUBJETIVIDADES, impressão digital ao qual aplico recursos de FLASH e DIRECTOR para criar situações de interação desprendidas da autoria... construindo subjetividades e as abrindo na imanência de coletivização dos desejos.

E até mesmo voltar à condição de sujeito único, isolado, não se dará da mesma maneira...




Comments: Será que o mundo se tornou complexo, ou desconexo e incompreensível? Sob uma lógica informacional de código aberto se lançou mão da comunicação coletivizada para uma busca individualizada de nossa condição de sujeito isolado no mundo. Incapaz de traduzir a própria existência, não achando sentido para as coisas. Seguindo o fluxo do não pensar. Do questionar para quê? Do vou aonde me mandarem ir... Quero o encontro comigo no outro... independentemente do que eu seja, me torne ou faça ...

Um comentário:

Lutero disse...

Esquece essa sociedade escrota oq! vc se importa muito com ela.